É que aqui no Planalto, é assim que se faz. Não que eu esteja reclamando, mas que tem de ser dito, isso tem: A lixa de pé é só em casa. O entregador de pizza o faz a você quase sentadinha no sofá, assim, numa super intimidade. “Não, mãe. Nem tem salinha nesse restaurante.” O café pós-balada fica pra outro dia, pois, como é a cidade em que se governa, a noite, também, acaba em pizza. A balada é boite e o lance é banda de rock. Mas há samba pra quem tem fogo no quadril, no Planalto. O ponto é parada, o vaso, aparelho e, por aqui, ninguém marca, anota. Beijos sempre. 2, 3, e mais... a noite toda, se quiser. Mas vamos dizer que, aqui , as pessoas saem realmente para se divertir. Azaração é coisa pouca. Interessante. rs. O trânsito flui. O céu é AZUL. O plano ainda está verdinho e o parque é sempre logo ali. O restaurante é à beira do lago. A boite tem sinuca. E o gatinho interessante na noite sempre menciona a Unb. A música é boa e própria, o Shopping ainda tem estacionamento aberto, o teatro, sempre cheio, o vinho, sempre bom, a Esplanada é nossa... Eu disse “nossa”?
27.4.11
Ato falho.
É que aqui no Planalto, é assim que se faz. Não que eu esteja reclamando, mas que tem de ser dito, isso tem: A lixa de pé é só em casa. O entregador de pizza o faz a você quase sentadinha no sofá, assim, numa super intimidade. “Não, mãe. Nem tem salinha nesse restaurante.” O café pós-balada fica pra outro dia, pois, como é a cidade em que se governa, a noite, também, acaba em pizza. A balada é boite e o lance é banda de rock. Mas há samba pra quem tem fogo no quadril, no Planalto. O ponto é parada, o vaso, aparelho e, por aqui, ninguém marca, anota. Beijos sempre. 2, 3, e mais... a noite toda, se quiser. Mas vamos dizer que, aqui , as pessoas saem realmente para se divertir. Azaração é coisa pouca. Interessante. rs. O trânsito flui. O céu é AZUL. O plano ainda está verdinho e o parque é sempre logo ali. O restaurante é à beira do lago. A boite tem sinuca. E o gatinho interessante na noite sempre menciona a Unb. A música é boa e própria, o Shopping ainda tem estacionamento aberto, o teatro, sempre cheio, o vinho, sempre bom, a Esplanada é nossa... Eu disse “nossa”?
24.4.11
perspective...

Um dia Yasmin acordou e era apenas Rosa. Não mais ocupava o centro do jardim da casa central ou, sequer, atraía a atenção das crianças que ali brincavam. Em mesa de canto agora ficava, cercada por cravos que as costas lhe davam, pois sempre para a direção da janela apontavam. A brisa não mais sentia em suas pétalas, apesar da sensação gelada que ali havia, contrastando com o brilho do sol que lá fora sorria.
“Mas”, dizia ela a si mesmo, “ainda sou esguia. Brilho e suavidade ainda transbordam de minhas pétalas. Por mais que neguem os cravos, meu perfume ainda embriaga os que ao meu redor se encontram e o sol ainda vejo e dele me banho, mesmo que desse canto, que me dá, agora, diferente vista do lindo jardim, que ainda me encanta e ao qual sempre pertencerei.
Porque sou Yasmin, e rosa sempre serei.”
25.3.11
Uma estória emprestada

Joana acreditou em cada palavra dele. Estava ali para, desta vez, ficar.
Programou-se então para assumir sua condição e gritar a todos sua histeria em ter encontrado um novo amor, ou, ao menos, uma paixão avassaladora que a fazia, já há algum tempo, sentir-se viva novamente.
Pensou e repensou se era mesmo a hora e melhor forma de mandar por água abaixo tudo o que colhera em mais de duas décadas de um relacionamento que, um dia acreditara, seria para sempre.
Planejou e decidiu como seria o fechamento da estória. Pensou e repensou suas palavras com o cuidado de quem coleta pedras já pensando em seu processo de lapidação.
Pensou e repensou as reações de seu parceiro, destruído por dissabores que a própria vida já lhe proporcionara. Chorou. Reconsiderou. Sabia que seria difícil, mas valeria à pena. Tratava-se de sua libertação. A recompensa seria aquele novo amor. Seus dengos e ‘benefícios’.
Ouvira dizer, através de uma amiga recente, que a dor seria, sim, inevitável.
Dolorido, traumático, sem volta. Pensou e repensou...
Afinal, ela era mais do que merecedora daquela recompensa. Liberdade. Ele era louco por Joana. Perturbava-a dia e noite. Cobranças por comprometimento. Desejo de estar junto.
Ela teria sim, que livrar-se de seu passado para, finalmente, mergulhar naquela orgia de sentimentos e sensações que a nova aventura tanto prometia.
Não mais pensou. Tentou. Questionou. Precisava ter a certeza de que...
Aaaah, Joana.
Chorou. Descobriu o que, apesar de óbvio, ela mesma fizera questão de mascarar... A verdade.
Cafajeste. Esperto. Fraco. Pouco. Um merda.
Um outro dia, Joana. Uma outra estória e, sem dúvida, um novo começo.
20.3.11
Um post inho

Hoje me deu uma vontade louca de escrever. Na verdade, o que eu queria mesmo era ter podido gritar. Não sabia, no entanto, ao certo sobre o que seria o tal post. O que era pra ser escrito hoje. Esse aqui, acho eu.
Poderia ter escrito sobre a saudade do Pequeno quando ele vai ver o Pai. Ou sobre a preocupação com a Cruz acamada.
Falar da Flávia Caló essa semana daria pano pra manga. Comentários por email. Sucesso seria também publicar a resenha da vinda da Má ao Brazil...com todos os detalhes das conversas na chaise e no tapete de listras.
Pensei em falar do mocinho que, literalmente, me fará voaaaaaar...ainda mais...rsrs Mas é feio, ele. Gosto não. Gosto mesmo é de noites de casa cheia como as duas que aconteceram no final de semana. Gente linda, risadas, brindes...
Cogitei jogar purpurinas na vinda e discurso bem estudado do Obama, mas todo mundo já o fez no FB. Se ainda o tivesse feito antes da Maria da Luz... :-)
Quase falei da estranheza do que finge indiferença, mas preferi entender seus motivos. Sempre o faço...com todos; mas minha arrogante paciência não mais interessa a ninguém, muito menos a mim, que tanto tento exterminá-la, cansada de tanto engolir e esperar que se acalmem. Chega de sapos.
Poderia falar das confusões da Luluzinha, mas correria, assim, o risco de aumentar o ibope dela... disputa é disputa, Lu.
O encontro com ele não mais tem rendido rendas e laços e não seria sobre isso que, hoje, eu escreveria.
Parabéns para a Marina que é agora casadíssima. E para a Lora, que será a próxima.
Falar da saudade que sinto parece incomodar uns e outros. Afff...o lance é não sentir, então. É isso? Voltaria SIM. Amanhã, se pudesse. Mas não posso. PONTO.
Resolvi então não escrever mais, uma vez que o que eu queria postar aqui é, ainda, assunto proibido. Fica aí, então o rabisco. Só pra constar.
10.3.11
Aceitação

E se de inquietação e sufoco eu depender para viver? E se for essa agonia o que me move, o que me faz respirar? E se disso dependo eu para tirar a força, a pressão de que sempre precisei para fazer minha vida mover-se, realmente acontecer e fazer valer meus momentos?E se inútil for correr atrás dessa paz e quietude de que sempre fugi? Aonde chegarei se continuar nessa busca constante por tudo aquilo que tanto me feriu o ser e que me fez quase explodir de aflição por ver meus dias simplesmente começarem e terminarem, só passarem, em ritmo de tum-tum em quarta-feira de cinzas?
Não...isso não.
25.2.11
A Fazenda

Katerine sentou-se e olhou para o quadro com a pintura da velha fazenda onde morara até tão pouco tempo atrás. Sentiu então o cheiro do verde da grama em que crescera e onde rolara por tantas vezes aos domingos à tarde, depois do almoço com as crianças da fazenda ao lado. Lembrou-se de que, naquela época, achava estar rolando de tédio e inquietação, e deu-se conta de que, na verdade, rolava de prazer por estar ali, livre, vivendo de fazer nada e apenas vendo a vida acontecer. Viu, por trás da árvore no canto do quadro, o desenho dos animais de que tanto reclamara quando queria brincar com suas bonecas, mas a sujeira dos bichos não a permitia ali sentar-se com suas saias brancas e rodadas. Quis a menina nesse momento, sentar-se entre cavalos e pôneis. Só então se lembrou de ter visto pôneis ali. Ocorreu-lhe que sempre adorara pôneis e os tivera em desenhos da escola e na parede do quarto. Chorou Katerine ao lembrar-se, no entanto, de que pouco os tivera curtido, pois quando chegaram seus pôneis à fazenda, Katerine já do lugar se queixava e com a cidade sonhava. Tola Katerine. Katerine tola.
31.12.10
Feliz Ano Outro!!!

Que se mantenham os Amigos. Velhos, antigos, de ontem e sempre. Companheiros e Verdadeiros que são, nas boas e nas más.
Que fiquem as idéias e ideais que nos fizeram felizes e fiéis ao que somos e ao que nos d’a o alimento que faz a alma permitir que o corpo prossiga.
Que os mesmos sejam os prazeres vividos e divididos com quem amamos e admiramos. Com os “Bonecos da prateleira do meio”, sempre indispensáveis e de agradável presença.
Que fique sempre o desejo por descobertas e encontros. Que esse desejo exista para sempre. Velho e bom...desde sempre.
Que não mude o AMOR que sentimos pela Vida e que fingimos ter perdido a cada tropeço bobo que levamos no percurso. Ah, que “os da terceira prateleira” estejam sempre por perto para mostrar o quão pequeno foi o tropeço.
Que surjam sim mais amigos, mais amores, mais amantes, mais desafios e até dissabores, imprevistos, que sejam. Mas que nem tudo seja NOVO, pois na Vida há sempre muito de TUDODIBOM que levamos do que conhecemos, aprendemos, enfrentamos e com o que até nos decepcionamos, mas que nos fazem ENORMES e únicos.
Então, decida você se o viverá como se fosse o primeiro, o único ou o ultimo ano de sua vida. Apenas Viva 2011 com todas as suas forças.
E que ele venha com tudo.
Feliz 2011!!!
30.12.10
Anxiety

Quem está acostumado a ter o controle de toda situação sabe a dor inexplicável que é estar em território desconhecido. A habilidade de fazer mil coisas ao mesmo tempo e ter a certeza de que no final tudo sairá como planejado, pois o processo está em suas mãos, dá ao control freak a sensação de que todo o universo é palpável e que tudo estará sempre na mais perfeita ordem.
Mas, o que fazer quando o passo seguinte não depende só de você? Olhar para o lado e ter que admitir que contar com alguém é, além de admissível, a única alternativa no momento? À frente, apenas a incerteza do que pode acontecer e a dúvida a respeito de como suportar esse tormento.
Há quem sofra com a mesmice. Há quem enlouqueça perante a falta de rotina e CONTROLE.
Como saber distinguir entre conforto e controle? Até aonde vai a necessidade de conhecermos o território em que pisamos? O inimigo que enfrentamos? O amor que encontramos? O sonho que vivemos?
O que dói menos: o “será que devo?” Ou o “eu não deveria ter?”.
Quem inventou a tal da ‘’zona de conforto’’? O ‘’porto seguro’’?
Conforto? Ou Controle?
Há certas habilidades que só são desenvolvidas quando se fazem necessárias, dizem. É a mulher que pari e logo desenvolve o instinto materno para cuidar de seu filho; do mesmo jeito em que o viúvo o faz, por assim ser necessário. A criança que, ao tornar-se adolescente, logo trata de aprender a se virar sem os pais, pois a independência vai dando-lhe ar de responsabilidade e reconhecimento. O novo gerente que logo trata de descobrir razões para reuniões e projetos, a fim de fazer jus à confiança que lhe foi dispensada.
Assim, então, espera-se que também o faça o controlador. Que aprenda a trabalhar com o inesperado, com o elemento surpresa. Que se deixe levar por emoções e, até quem sabe, dissabores frutos de escolhas mal planejadas e intempestivas.
Que se deixe viver. Que pague pra ver.
Será?
21.12.10
O sabor da conquista

Hoje pela manhã vi um flash de uma entrevista com ‘bonitinhos’ da TV a respeito de “Pessoas que tem a pagada boa”. Todo mundo fingiu que o assunto foge completamente ao apelo sexual e falou-se apenas em bom papo, olhares e, no máximo, boa química entre o casal. Okay.
Lá pelas tantas, a pessoa entrevistadora começou a falar na “Pegada Feminina” propriamente dita e quis saber se o tema tem algo a ver com a coragem ou disposição das moças em ‘chegar junto’, ‘dar o primeiro passo’, ‘approach’, ou seja, colocar a fila para andar. Sorrisos à mesa, e algo foi dito a respeito do fato de a mulher ter descoberto que pode sim dar o primeiro passo, o que é algo positivo, segundo ao moçoilos – se é que entendemos direitinho, mas que o que vale ‘é o sabor da conquista’.
Hoje em dia, existe uma corrente que admite que todo o frisson de se ter alguém acaba no exato momento em que você o conquista. Explico: Você, pessoa, por alguma razão, interessante, é vista e desejada por alguém. O outro lado investe e ‘realiza’ que não foi correspondido. Inicia-se aí uma caçada em que o objetivo final é, sim, sim, A Sua Pessoa. “Que delícia”, você pensa. Hmmm, tá. Depois de resistir um pouco, pensa: “Poxa, essa pessoa deve ser legal e só pode estar mesmo a fim de algo bacana”. E cede. Sai com a figura. Doa-se um tiquinho. Descobre que realmente é possível passar um tempo e ver qual é.
“que todo o frisson de se ter alguém acaba no exato momento em que você o conquista”. Lembra? E aí acabou o encanto. O que valeu mesmo foi a arte da conquista, ou melhor, o sabor.
Então, a brincadeira é assim: O rato foge do gato. Que enlouquece por querer muito o roedor. Este, por sua vez, enlouquece pelo fato de ter que viver correndo de seu objeto de desejo...por simples medo de perdê-lo.
Confuso. Real.
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