
Ser FELIZ nunca foi uma meta tão intensamente almejada. Tarefa tão complicada de ser ‘realizada’. Em família, na vida profissional, no grupo, em casa e, até mesmo, na vida religiosa – que felizmente voltou a ser ‘moda’ na “nossa geração”- precisa-se ‘viver intensamente’ o tempo inteiro. Todo e qualquer papel.
Para tanto, “executar” da melhor forma possível não é mais suficiente. Há de se fazer tudo da melhor forma que há, ou não faz sentido fazê-lo. A super mãe se sente péssima por não poder dar ao filho o último lançamento em vídeo games. A presidente da empresa se culpa por perder as apresentações da escola. A diretora de marketing não consegue imaginar o papel de mãe encaixando-se em sua rotina e, por isso, sofre...nunca conseguirá realizar o sonho da mãe de ser avó. Não adianta ser a amiga das horas difíceis, a que quebra todos os galhos e segura a onda da turma...se não estiver presente nos chás de bebê, “nem como amiga eu sirvo”.
Não adianta ser magra se o cabelo não for liso; ter um super emprego se ainda não tiver conseguido comprar o 'apê' pra morar sozinha; falar inglês se não “conhece o exterior”; ser bem casada se não tem filhos; ser linda e sexy se está sozinha; gostar de dançar se “não sabe” beber; comer sushi se não gostar de sashimi; ter mestrado se não for da federal; ser boa de cama se não souber cozinhar; saber se maquiar se não for MAC; ser mulher se não for amante; ser a melhor se não acreditar.
Então, se é pra ser assim, coma o sashimi e beba coca; tenha filhos e não se case; vá à Nova York e use a língua Mastercard; namore todos e não fique com nenhum; escolha trabalhar com o que ama fazer; saia de cara limpa, seja linda de filtro solar; compre outro par de sapatos, ou use o mesmo do verão passado; mime seu cachorro; use 40 e pouco...ou muito; realce os cachos e deixe a calça baixa mostrar suas curvas.
Seja mãe e amante, veja como será harmonioso.
Ganhe bem e não tenha vergonha disso. Compre o que quiser e, mesmo que não consiga comprar a felicidade, lute por ela.
Tenha medo e chore diante do desafio. Depois o vença.
Coma chocolate e corra atrás do seu cachorrinho no parque. Ninguém merece se matar na academia sem poder suar e parecer cansada.
Seja imperfeita. Erre. Procure ajuda, se precisar. Corrija.
Faça da imperfeição o seu charme. Seja você e baste pra você mesma. O ‘outro’ sobreviverá a isso...
... não, but Who cares?
2 comentários:
Amiga,
seu texto me deu um pouco de paz, obrigada.
Que saudades da Ce!!!!!
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