3.7.11

Felicidade GG



Ser FELIZ nunca foi uma meta tão intensamente almejada. Tarefa tão complicada de ser ‘realizada’. Em família, na vida profissional, no grupo, em casa e, até mesmo, na vida religiosa – que felizmente voltou a ser ‘moda’ na “nossa geração”- precisa-se ‘viver intensamente’ o tempo inteiro. Todo e qualquer papel.

Para tanto, “executar” da melhor forma possível não é mais suficiente. Há de se fazer tudo da melhor forma que há, ou não faz sentido fazê-lo. A super mãe se sente péssima por não poder dar ao filho o último lançamento em vídeo games. A presidente da empresa se culpa por perder as apresentações da escola. A diretora de marketing não consegue imaginar o papel de mãe encaixando-se em sua rotina e, por isso, sofre...nunca conseguirá realizar o sonho da mãe de ser avó. Não adianta ser a amiga das horas difíceis, a que quebra todos os galhos e segura a onda da turma...se não estiver presente nos chás de bebê, “nem como amiga eu sirvo”.

Não adianta ser magra se o cabelo não for liso; ter um super emprego se ainda não tiver conseguido comprar o 'apê' pra morar sozinha; falar inglês se não “conhece o exterior”; ser bem casada se não tem filhos; ser linda e sexy se está sozinha; gostar de dançar se “não sabe” beber; comer sushi se não gostar de sashimi; ter mestrado se não for da federal; ser boa de cama se não souber cozinhar; saber se maquiar se não for MAC; ser mulher se não for amante; ser a melhor se não acreditar.

Então, se é pra ser assim, coma o sashimi e beba coca; tenha filhos e não se case; vá à Nova York e use a língua Mastercard; namore todos e não fique com nenhum; escolha trabalhar com o que ama fazer; saia de cara limpa, seja linda de filtro solar; compre outro par de sapatos, ou use o mesmo do verão passado; mime seu cachorro; use 40 e pouco...ou muito; realce os cachos e deixe a calça baixa mostrar suas curvas.

Seja mãe e amante, veja como será harmonioso.

Ganhe bem e não tenha vergonha disso. Compre o que quiser e, mesmo que não consiga comprar a felicidade, lute por ela.

Tenha medo e chore diante do desafio. Depois o vença.

Coma chocolate e corra atrás do seu cachorrinho no parque. Ninguém merece se matar na academia sem poder suar e parecer cansada.

Seja imperfeita. Erre. Procure ajuda, se precisar. Corrija.

Faça da imperfeição o seu charme. Seja você e baste pra você mesma. O ‘outro’ sobreviverá a isso...

... não, but Who cares?

2 comentários:

Kelly disse...

Amiga,
seu texto me deu um pouco de paz, obrigada.

Flávia Castellan disse...

Que saudades da Ce!!!!!